Remédios: Tipos de ação sobre o hospedeiro: (Parte 1)

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Em alguns casos, os próprios parasitas podem converter-se em hospedeiro de uma terceira espécie, que se conhece como hiperparasita.

Deste modo, produz-se uma cadeia onde o hiperparasita vive às custas do parasita, e o parasita faz o mesmo com o seu hospedeiro. O estudo salienta que o parasita também pode ter chegado à Europa através de um carregamento de batatas infectadas proveniente dos Estados Unidos. Parasitas são organismos que vivem à custa do seu hospedeiro, consumindo partes de seu corpo. Podem se prender no corpo do hospedeiro, como é o caso dos carrapatos, pulgas e piolhos ou penetrá-lo, como acontece com vermes. Os parasitas precisam se dispersar no ambiente para trocar de hospedeiro, e isso eles fazem através de ciclos de vida, alguns até muito complexos. Normalmente dispõem de dois tipos de hospedeiro, normalmente um ser humano e um animal, estando em um estágio da metamorfose em cada. O homem é o hospedeiro do verme Tênia no estado adulto, que vive em seu intestino. O equilíbrio entre as populações de parasitas e hospedeiros depende da virulência do parasita e do sistema imune do hospedeiro. Parasitismo é uma relação não mútua entre seres, onde o “parasita” é beneficiado as custas do “hospedeiro”.

Tipos de ação sobre o hospedeiro:

  • Endoparasitas
  • Invasivos para o hospedeiro, incluem parasitas do intestino.
  • Ectoparasitas
  • Geralmente não invadem o hospedeiro: artrópodes (piolhos, moscas, carraças), anelídeos (sanguessugas)

O corpo hospedeiro é o “habitat normal” do parasita, pois serve tanto de abrigo quanto como alimento.

O organismo do hospedeiro é o meio que o parasita utiliza para poder sobreviver e consequentemente concluir seu ciclo vital. Ectoparasitas: são parasitas que vivem externamente no corpo do hospedeiro, por exemplo pulgas, piolhos e carrapatos. Endoparasitas: são parasitas que vivem internamente no corpo do hospedeiro, por exemplo bactérias, protozoários e vermes. Hemoparasitas: são parasitas que vivem especificamente na corrente sanguínea do hospedeiro, por exemplo a forma esporozoíta do Plasmodium (protozoário) vive na corrente sanguínea até se desenvolver. Parasito Obrigatório: é o parasita que não consegue viver fora do hospedeiro, por exemplo o vírus. Parasito Acidental: são parasitas que acidentalmente vive em um hospedeiro que não é usual, por exemplo: parasita Dipylidium caninum. (Carrapato = ectoparasita) Ação Espoliativa: os parasitas absorvem nutrientes e sangue do hospedeiro. Ação Enzimática: os parasitas produzem enzimas que furam e dissolvem partes do corpo do hospedeiro. Ação Mecânica: os parasitas podem interferir o fluxo alimentar e a absorção de alimentos do hospedeiro.

Sarcodíneos parasitas: a infecção importante para o homem é a amebíase

  • ACIDENTAIS
  • Podem causar danos
  • Ex: ingestão acidental de larvas de moscas.
  • PSEUDOPARASITAS
  • Não causam danos ao hospedeiro. Podem ser detectados em exame coproparasitológico
  • Ex: alguns quistos de protozoários

Ação Tóxica: os parasitas produzem substâncias como enzimas ou metabólitos que podem ser tóxicas e lesar o hospedeiro.

Ação Traumática: são lesões provocadas pelos parasitas no corpo do hospedeiro, geralmente por vermes, formas larvárias e protozoários. Hospedeiro Definitivo: quando o parasita está abrigado em sua forma adulta ou em fase reprodutiva, onde ocorre reprodução sexuada. É o caso das tênias, vermes achatados parasitas: embora nelas não exista tubo digestivo, estão perfeitamente adaptadas ao parasitismo no tubo digestivo do homem e de muitos outros vertebrados. Normalmente, os parasitas possuem dimensões inferiores às do seu hospedeiro e podem desenvolver adaptações especiais que lhes permitem instalarem-se nele. Os organismos parasitas encontram protecção e um fornecimento constante de nutrientes através do hospedeiro. Coevolução parasita-hospedeiro Uma das principais razões para o sucesso desta estratégia é que o parasita encontra no seu hospedeiro uma fonte inesgotável de nutrientes. Como resposta, os parasitas tendem também a evoluir de maneira a conseguirem continuar a alojar-se e a aproveitar os recursos do organismo do hospedeiro. Não compromete a vida do hospedeiro e tem, assim, a oportunidade de libertar milhares de descendentes através das fezes do organismo que a aloja. Nestes casos, pode mesmo ocorrer a morte do hospedeiro, já que, como o parasita possui uma elevada facilidade em instalar-se num novo individuo, explora o hospedeiro até à morte.

Classificação dos Parasitas do Homem segundo seu Mecanismo de Transmissão

  • OBRIGATÓRIOS
  • Não sobrevivem fora do hospedeiro
  • Ex.: Enterobius vermicularis (helminta), alguns protozoários, vírus
  • FACULTATIVOS
  • Livres, mas em contacto com o hospedeiro evoluem.

Rapidamente, começam também a proliferar nas hemácias (glóbulos vermelhos) e, em apenas 10 dias, já existem tantos parasitas dentro do hospedeiro que este começa a ter febres elevadíssimas e recorrentes.

E esta evolução feita à custa de adaptações tornou o invasor (parasito) mais e mais dependente do outro ser vivo (hospedeiro). Parasitismo Parasitismo é uma relação direta e estreita entre dois organismos geralmente bem determinados: o hospedeiro e o parasita, vivendo o segundo à custa do primeiro. O organização do parasita se especializa correlativamente às condições em que vive no hospedeiro, sendo a adaptação a marca do parasitismo. As transformações morfológicas do parasita, sempre relacionadas às suas condições de vida no hospedeiro, oferecem um dos mais importantes aspectos do parasitismo. A vida parasitária limita as condições em que se exerce a função de reprodução, ligando o parasita ao hospedeiro e restringindo assim a possibilidade de encontro dos sexos. Um parasita 100% dependente do hospedeiro para o suprimento nutritivo, incluindo o oxigênio, é o Schistosoma mansoni, que vive nas veias mesentéricas do homem. Termo muito usado para hospedeiros invertebrados, principalmente artrópodos hematófagos, que transferem parasitas do sangue de um hospedeiro a outro, é o de vetor. É na fase de ninfa hexápode que parasita mais intensamente o homem, sendo então conhecido pelos nomes de carrapatinho, micuim e carrapato pólvora. A mais importante é a família Pediculidae na qual se encontram os piolhos parasitas do homem.

Apresentação em tema: “Principais Grupos de Protozoários e Metazoários em que há Parasitos do Homem ou seus Vetores Prof. Ricardo Laino.“— Transcrição da apresentação:

A espécie mais ilustre é o Pediculus humanus, que pode parasitar o corpo e a cabeça do homem.

Uma vez dentro do corpo do Homem, eles vão-se dirigir para o aparelho urinário, onde crescem e novamente põe ovos, que serão eliminados pela urina ou fezes, reiniciando o ciclo. Relação Parasito Hospedeiro Parasitologia Humana Relação Parasito Hospedeiro O relacionamento entre os seres vivos visa três aspectos fundamentais: 1. obtenção de alimentos 2. proteção 3. transporte 7 TIPOS DE ASSOCIAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS Parasitologia Humana Relação Parasito Hospedeiro TIPOS DE ASSOCIAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS Harmônicas: quando há benefício mútuo ou ausência de prejuízo mútuo. TIPOS DE ASSOCIAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS Parasitologia Humana Relação Parasito Hospedeiro TIPOS DE ASSOCIAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS Desarmônicas: quando há prejuízo para algum dos participantes. Biológicas Parasitologia Humana Relação Parasito Hospedeiro Parasitos: Principais modificações ou adaptações observadas durante a evolução Morfológicas a) degenerações: perda ou atrofia de órgãos locomotores, aparelho digestivo. Biológicas a) capacidade reprodutiva b) diversos tipos de reprodução c) capacidade de resistência ao sistema imune do hospedeiro d) tropismos 14 Os parasitas também podem coagir um hospedeiro a protegê-lo enquanto vivem no seu interior. A capacidade de um parasita para controlar o comportamento de um hospedeiro está codificada nos seus genes. Uma mutação de um parasita que altere o comportamento do hospedeiro para melhor tornar-se-á mais comum.

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Ex: brucelose, em que o homem é um hospedeiro acidental.

PARASITO ACIDENTAL: é o que parasita outro hospedeiro que não o seu normal. Fonte: pteridofitas.ubbihp.com.br Parasitismo é uma associação entre seres de diferentes espécies envolvendo o parasita e o hospedeiro. O parasita vive sobre ou dentro do hospedeiro, utilizando-o como fonte de nutrientes e energia e ao mesmo tempo como hábitat. Por meio de diversas adaptações, o parasita foi se tornando cada vez mais dependente do hospedeiro. A vida do parasita depende da sobrevivência do hospedeiro; logo, não é interessante que o parasita cause a sua morte, embora a ação parasitária geralmente provoque danos à sua vida. Aliás, nas espécies em que essa associação vem sendo mantida há milhares de anos, raramente o parasita leva o hospedeiro à morte. Estabelece-se nesta relação uma forte dependência, onde um lado é beneficiado (parasita) e o outro prejudicado (hospedeiro). Os parasitas podem ser classificados da seguinte forma: - Parasitas Completos: vivem no hospedeiro durante a vida toda. - Parasitas Incompletos: vivem no hospedeiro durante um certo período da vida.

2 – Origem do Parasitismo: Os seres vivos de uma geral competem entre si o meio ambiente e em busca de um objetivo único, a sobrevivência.

O mesmo acontece com numerosos outros parasitos do homem e animais como por exemplo: as Taenias que necessitam de um ou mais de um hospedeiro para sua existência. Já quando se instalam na superfície externa do hospedeiro, os parasitas são denominados ectoparasitas. Contudo, somente no século XIX houve avanço significativo neste campo, com a identificação e o estudo dos ciclos de vida dos parasitas causadores da malária, da amebíase e da tripanossomíase. “É possível traçar um mapa das parasitoses no passado e assim avaliar a origem, dispersão e evolução dessas doenças no tempo e no espaço”, diz Adauto. Origem do estudo dos parasitas 15. DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS Os microfungos ou cogumelos microscópicos podem causar no homem doenças denominadas micoses, do mais variados tipos. ORIGEM DO ESTUDO DOS PARASITAS Há muito a humanidade vem sofrendo com as doenças causadas por parasitas, sejam eles vermes ou não. Alguns representantes deste filo são de vida livre, como as planárias (de habitat aquático); outros são parasitas do homem e de outros animais (habitat terrestre e no interior do corpo). Parasita — em biologia, denomina-se parasita todo ser vivo que vive às custas de um outro ser vivo, podendo levar o hospedeiro à morte ou não. Os resultados indicam que o parasita encontrado no homem está, em termos de evolução, mais próximo do parasita dos gorilas ocidentais que habitam a África Central e Ocidental. Esta evolução tornou o parasito cada vez mais e mais dependente do seu hospedeiro. Ação tóxica: algumas espécies produzem enzimas ou metabólitos que podem lesar o hospedeiro. Vetor: É qualquer ser vivo que pode transmitir o parasita para um hospedeiro Agente etiológico: É o agente causador ou responsável pela origem da doença.